quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Opinião do Livro: "O Estranho Fado de Elias" de Vasco Ricardo


Nota: Neste momento ainda está a digerir a sensação amarga do final...

Sempre ouvi dizer que um livro nos "agarra" pelas personagens, aqui, neste fado aconteceu-me, fui agarrada por uma das personagens mais neuróticas que conheci, por uma personagem que me fez ter um extremo carinho por ele! Para...

Entre os seus tiques estranhos, as suas manias, Elias marca porque o próprio é consciente das suas falhas, das suas neuroses, manias e tiques, é por ele ser diferente, por ter uma reacção contraditória, uma reacção tão inesperada do que se está à espera às situações, que me cativou!

Houve alturas que dizia para mim mesma "raios, não conseguia viver com um homem assim"... "Ai que agora sou eu que começo a ter tiques nervosos", parece-me que são essas as reacções que um autor quer ao seu livro, quer que o leitor sinta o que a personagem sente, que queremos entrar no livro para apertar o pescoço ou simplesmente dizer "não precisas disso", para dar a mão e ajudar e eu senti todos este sentimentos, torci sempre pelo personagem!!!
Não, não estou a dar "graxa" e a querer dizer bem do livro que é de um amigo, nem que esse amigo seja só no mundo do Facebook, digo porque o sinto, digo porque me deixou a cada final de capítulo com a vontade de saber mais, de ver tudo respondido mas como em qualquer bom escritor, a historia e a personagem é-nos dados aos poucos, digo porque senti o que a personagem sentiu, digo porque fiquei com lágrimas nos olhos, digo porque tive vontade de "bater" ao escritor, por ter-me feito apaixonar pelas personagens para...
Juro Vasco, se tivesse à minha frente neste momento apertava-te o pescoço... Como te disse em privado, ISTO NÃO SE FAZ!!!
Foi muito bom ver um "estória" escrita por um homem, de ler a "estória" de um homem! De um homem tão complexo, que eu como leitora queria ajudar e acarinhar!

Quanto à escrita, já conhecia por crónicas feitas pelo autor porém a mesma é diferente de um livro, gostei! Uma escrita fluída, agradável que não se dá pelo virar das páginas.

Se o livro estivesse no Goodreads, daria 4* de caras e não levaria 5 por dois motivos, primeiro não era necessário tantas descrições, mas ai o mal é meu pois não sou pessoa de gostar de descrições em demasia, o outro é pelo final! Não consigo, é mais forte que eu! O livro é excelente, vale a pena e valia a pena se uma editora pegasse nele!

Ah!!! Sr. Vasco Ricardo, este final ficou entalado, por isso ainda "te odeio"... =P

Opinião sobre "Os Adivinhos" de Libba Bray

Sinopse AQUI
Este é um daqueles livros que ou se gosta ou se odeia, a meu ver que não há um meio termo.
É um livro que primeiro temos que gostar ou pelo menos "tolerar" a temática do paranormal, temos que gostar da idade dos protagonistas ou pelo menos querer experimentar essa "etapa", o que foi mais o meu caso já que não é uma faixa etária que esteja habituada a ler, temos que ter a atenção a época em que se passa a história, anos 20, tempos da Lei Seca, Nova Iorque, tempos boémios, de grandes extremos tanto de pobreza como de riqueza, tempos em que as crenças, as novas religiões (ou as velhas) estavam muito enraizadas, o racismo!
Depois desta pequena introdução, entrarei na história do livro.

A principal protagonista tem 17 anos, uma miúda mimada, que cresceu numa família rica ou pelo menos de bem na vida, mas que no fundo é "disfuncional", uma tragédia que ocorreu quando Evie ainda era criança modifica e altera a família, levando a que Evie cresça a causar problemas, a chamar a atenção. 
Houve alturas que pensei que as atitudes dela, era de uma jovem que a última coisa que teve foi o amor dos pais, as suas palavras a sua compreensão, a própria chegou a pensar porque é que os pais não falavam com ela como falava o tio Tito!
É esse causar problemas, é a personagem querer quebrar as regras e as barreiras que a sociedade da época obrigava, é o uso do seu dom, que a leva a ser enviada para Nova Iorque para junto do tio solteiro, começando nessa altura a grande aventura.
Como a sinopse refere, começam a ser assassinadas pessoas e Evie é de um momento para o outro envolvida da "caça" ao assassino!

Enquanto decorre a resolução dos homicídios, vamos conhecendo outros intervenientes na história, todos eles ou a maior parte com o seu dom, uns ajudam no caso outros simplesmente nos é apresentado a sua história, os seus problemas.
Tomamos conhecimento do quanto era complicado um relacionamento nem que fosse só de amizade entre um negro e uma branca.

Gostei do desenrolar da história, sim a Evie é mimada, é inconsciente mas quem não o é aos 17 anos, ainda para mais da classe social que pertence? 

Só houve um ponto que achei meio rocambolesco, não, não foi o assassino ser quem é, não foi colocar "anjos e demónios", foi o Jericho ser quem é! "Oh pah"! Sei que os EUA são uma grande potência, são pioneiros em muitas coisas, foram os primeiros a irem à lua mas Jericho ser quem é nos anos 20? Me poupem!

Quanto à escrita da autora, gostei simplesmente não era necessário era ser tão descritiva!

Agora é esperar pelo 2º livro e ver se Evie cresce como pessoa ou continua a colocar os pés pelas mãos, sem pensar nas consequências! Mas como na vida um acto, tem uma consequência, acredito que ali também...

Em 5 estrelas, dei 4... Venha o próximo! 

Opinião sobre "Entre o Agora e o Nunca" de J. A. Redmerski

Sinopse: AQUI
Começo por dizer que li este livro influenciada por várias opiniões, só ouvir/lia que o livro era maravilhoso, que valia a pena, claro que no meio há sempre quem pense o contrário mas como tudo na vida, resolvi então participar num passatempo mas sempre com a ideia de gastar alguns euros e ler o livro que tanto falavam, porém tive sorte e ele saiu-me no passatempo!
Não posso dizer que vá ser o livro do ano para mim, quando penso no "Livro do Ano" vem-me à cabeça o livro que esteve nessa categoria em 2013 e mesmo tendo gostado deste livro, não teve o mesmo impacto do livro do ano passado, talvez por falarem tão bem dele, talvez porque já sabia ao que ia, o que não aconteceu em 2013 em que o livro foi uma total surpresa.
Contudo posso dizer que "Entre o Agora e o Nunca" está no patamar do excelente e irei dizer por quê!

Gostei da forma como a autora construiu as personagens, ambas na casa dos 20, ele com 25 e ela com 20, personagens que procuram um sentido para a vida e se questionam do "quem são, o que querem, o que procuram"... Quem não o faz ou fez uma vez na vida?
Gostei de ver a história ser construída de "dentro para fora", não há nada exterior que desencadeia o passo que Cam dá, talvez aja mas ela é do interior da própria personagem e não por que esteja a fugir de um problema, está sim a "fugir" da rotina e tentar dar um sentido a tudo, Andrew simplesmente se desloca para visitar o seu pai e é aqui que ambos se conhecem.
O que mais me fascinou nesta história é o amor das personagens nascer aos poucos, começa com o "à vontade", a confiança, depois vem a "atracção", o companheirismo e só mais para o fim a atracção é "consumada", não é a história que mais se vê nos livros de hoje, em que os personagens se conhecem e caem "de quatro" (figurado ou não), não neste livro à a construção, a descoberta! Gostei!
Lógico que as coisas não são fáceis, não o são porque ambos escondem algo!
Admito que mesmo sabendo que existe um segundo livro, fiquei com o coração nas mãos quando li algo no final! Assim como sei que aconteceu alguma coisa que os levará de novo à estrada e desconfio o que seja... Mas terei que esperar pelo 2 livro!

Quanto à escrita da autora, gostei, envolve-nos na escrita e mesmo com uma ou outra palavra que fica mais brusca em português seja presente, essa não retirou a essência da escrita, até porque tem um motivo de ser a palavra não "cai" ali por cair!

Bom livro! Esperemos que o 2º não demore muito e que a editora publique outros autora! Excelente bombom!

Em 5 estrela dei 5. Boas Leituras.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Opinião sobre "Um beijo Inesquecível" e "Conquistadora" de Teresa Medeiros

Sinopse AQUI
Opinião:
Começo por dizer que... Recuperei do último livro da autora e do "trauma Conn", esse "trauma" profundo que o protagonista do livro A Conquistadora causo na minha maravilhosa deusa interior (sorry mas até me esquecer da deusa interior de 50 Sombras, não consigo para de a utilizar e não li os livros), na minha essência como mulher pensante, esse foi curado pelo maravilhoso Sterling que mesmo com seu mau humor, no seu "sou um duque", no nariz empinado e no "não vou amar nunca", conquistou-me e colocou Conn bem fundo, no inferno onde ele deveria ter acabado o livro. Sim, Conn é um ódio de estimação.
Depois deste meu pequeno "destilar" de veneno sobre a outra personagem e de ter recebido um rebuçado do mais doce que há, posso dizer que a escrita da autora continua excelente, fluida, de leitura agradável e cativante que nos prende no "quero saber mais", no "quero saber como ela vai resolver as coisas", e no "ele vai perdoar quando souber?"...

Atenção, a restante opinião pode conter spoilers.

Quando procurei opiniões sobre o livro no site goodreads.com, li algumas desagradáveis em relação à personagem feminina.
Laura, era uma mulher de 20 anos, uma mulher que para receber a herança da casa onde morava com os irmãos, tinha que casar até ao seu aniversário, isto é, tinha 3 semanas para encontrar um noivo.
Sterling, um homem que cresceu com uma grande amargura. Quem não ficaria amargo, se o seu pai o tivesse vendido e se a sua mãe não tivesse a coragem para o impedir, homem que sofreu nas mãos do tio tirano, muitas vezes até para proteger a própria prima.
Foram estas duas personagem que a certa altura do livro se encontram, ela com toda a sua memória, ele sem se lembrar de quem era.

É verdade que podemos dizer que Laura, mente, que tenta a todo o custo levar o homem que encontrou na floresta, sem se lembrar quem é a fazer o que ela quer. A casar com ela, a ser reitor no povoado, resumindo ela tentar "fazer" o homem dos seus sonhos, que sou eu para a criticar para mais naquela época o tentar construir uma vida segura para ela e para os irmãos? Eu não consigo, mesmo que esteja a falar de uma personagem. Se medir tudo, ela prejudicou-se mais a ela, do que todos os outros, mesmo no meio dos enganos, das mentira a única que teve que arcar com as consequências foi ela mesmo.
Quanto ao "amadurecimento" de Sterling, pareceu-me que no meio da perda de memória, começou a redescobrir-se mesmo sem dar isso, como tão bem Laura referiu quando estava com ele em Londres, o homem que ele foi enquanto não se lembrava de nada, deveria ter sido o homem que ele se transformaria se tivesse crescido com o amor da mãe.
Porém depois de recuperar, Sterling voltou a sentir a mágoa, o rancor pela mãe mas aqueles dias que passou com Laura, na sua casa de infância, abanou o "Demónio de Devonbrooke" fazendo-o demonstrar que não era tão frio como queria parecer e tinha um coração enorme, mesmo que o quisesse afogar dentro do peito.

Houve alturas na 2º parte do livro que fiquei com o coração apertadinho e com uma lagrimazita nos olhos, algo que não é normal em mim. Uma foi quando ele constatou que o afastamento de Laura e dos irmãos, lhe estava a apagar a luz, a alegria e cada vez ela estava mais triste e mais sozinha, levando-o a... É melhor lerem o livro.
A outra foi quando ele leu o carta que Laura lhe deixa, sentir a emoção dele ao mesmo tempo da dela, foi de "cortar o coração" mas tudo se resolve.

Ah!!! Não posso esquecer dos irmãos da Laura e dos dois fieis empregados.
A Lottie, que terror de criança mas no meio de todo esse terror, ela só tinha medo de perder a irmã para um estranho e sempre que fazia uma asneira para atingir Sterling, só saia confusão.
George, um rapaz que queria ser o homem da casa mas a sua idade ainda não o deixava porém tentava por todos os meios proteger as irmãs.
O casal maravilhoso Dower e Cookie, o que eu ri com esses dois, ele com a paranóia que Sterling era um perigoso assassino e ela, porque já tinha visto tudo num homem... Ou talvez não fosse assim.

Concluindo, gostei deste livro, fiz as pazes com a Teresa Medeiros e não me arrependo de o ter comprado. Depois do livro A Conquistadora, não pensava dizer isto mas... Venho o próximo, cá estarei para comprar.

Em 5 estrelas, dei 4... Acho porque ainda não me esqueci do livro anterior.


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