quarta-feira, 1 de outubro de 2014

"Carta Aberta"

Carta aberta à tradutora da Bertrand Editora


Lisboa, dia 01 de Outubro de 2014


Exmas. senhora,

Venho por este meio, expor o caso referente à tradução da série Haghlander da autora Maya Banks.

Sei que uma tradutora tem "carta-branca" no que diz respeito às traduções que realiza e com essa premissa V. Exa. selecciona as palavras que utiliza na tradução, porém deveria fazer uma pequena pesquisa e verificar como é traduzida a palavra “lass”, no que refere à temática dos livros referidos em cima por mim.
Devo admitir que foi deveras desagradável, deparar-me com a constante palavra "rapariga", quando está deveria ser "moça", há a meu ver, uma diferença não só na força da palavra, como na sua fonética e no seu "significado".
A palavra "rapariga" no nosso português, pode roça o pouco respeito, ser um pouco desprezível ou acusatório, assim como é deveras arrogante, tirando todo o sentido em que os "Haghlander" dizem a palavra “lass”, sentido esse de carinho, de respeito.

Digo a V. Exa. que a palavra dita, frase sim, frase sim e frase sim, tirou-me a maior parte do prazer da leitura, desconcentrando-me, chegando deveras a irritar-me, levando-me a formatar o cérebro no que se refere a dita palavra, substituindo-a pela palavra correcta.

Por ultimo, o nosso idioma é tão rico, que com essa riqueza, com o lerem o que traduzem para assim entrarem na história ou estória como se queira chamar, com um pouco de pesquisa, iria ter a sensibilidade de perceber a diferença entre o termo "moça" e "rapariga".

Sem outro assunto, os meus melhores cumprimentos,

Administração do blog 
                                     Eu e os meus Livros

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Momento...


Quando acabo de ler um livro!!

É neste momento que comprovo, o porque de ser tão selectiva no que toca a ler um livro da Harlequin Portugal, ainda bem que o livro estava gratis no site do Kobo se não, acho que ainda estava neste momento a dar com a cabeça na parede, pelos poucos euros (é certo) que tinha gasto!!

A história, lamechas, sem sentido, onde o homem é um verdadeiro bruto, arrogante, idiota, que tem a mania que a mulher faz tudo o que ele quer e pensa e não é faz?! *suspiro*
A mulher, chorosa, "totó", sem espinha dorsal, insossa! Zeus!!

O que mais me surpreende é que estas histórias saídas de uma parte da nossa anatomia, aquela que fica ali para os lados dos fundilhos, são escritas por mulheres... *vai ali tomar algo para a má disposição*

E perguntam que livro é... Eu respondo para não o lerem, se o fizerem é por vossa conta e risco, não minha! 
"Paixão Siciliana" de Lucy Monroe.
Só de me lembrar, tive um arrepio.

Boas leituras, pelo menos para vocês!

"O Curioso caso do Pum que Virou Livro" por Lady Whistledown



Esta Vossa Autora tem sido confrontada com temas deveras apelativos que têm sido de interesse público, porém o primeiro artigo que escreverei será dedicado a uma conversa imprópria mas que não deixa de ser assaz curiosa.

A caríssima Ana García Martins, nacionalmente conhecida como A Pipoca mais Doce é uma senhora de estranhos hábitos, tendo o invulgar costume de chamar os seus leitores de "pequenos póneis" referência que nos remete à infância e que deixa esta Vossa Autora deveras surpreendida por não conseguir descortinar se se referirá aos leitores como infantis ou se ela própria estará a sofrer de algum distúrbio ocular. 

Porém, gostaria esta Vossa Autora que este fosse o único defeito a apontar a esta jornalista. É no mínimo surpreendente que alguém cujos artigos girem à volta da publicidade e do obsoleto tenha tanta visibilidade, estranha-se a popularidade pela escassa qualidade nos temas retratados e que tanta alegria trazem ao povo que a trata como ícone de referência e cultura. Não esquece a esta Vossa Autora a desastrosa crítica feita por Ana García Martins a uma jovem enferma que havia sido agraciada com uma presença num evento social de grande visibilidade. A jornalista, que deveria ser uma pessoa informada, tratou de forma assaz prepotente a jovem tendo mais tarde se retratado, porém a acção ficou marcada e nunca a Pipoca foi mais Amarga.

Lamentavelmente, o facto da senhora ter construído uma tal marca à volta deste nome rendeu-lhe participações em programas televisivos, CD's com as suas escolhas musicais e ainda três livros de conteúdo absolutamente vazio mas que fizeram a alegria das hostes. A Pipoca mais Doce publicado pela Oficina do Livro em 2009 tem uma das sinopses menos apelativas de sempre sendo apenas superada pelo resumo do livro Estilo, disse, ela publicado pela Matéria Prima e para cúmulo do desinteresse a Editorial Presença lançou o ano passado um livro/agenda com o já ultrapassado título A Pipoca mais Doce. 

Tudo isto, para vos falar da mais recente proposta da Porto Editora, para que a caríssima Ana Garcia Martins escrevesse uma série de livros infantis. Ora aqui a Vossa Autora ainda pensou que talvez a senhora fosse mais dotada para este género literário porém ao deparar-se com o título e capa do livro desapareceram quaisquer esperanças que algo mais criativo surgisse pela "pena" da jornalista. Tivemos o desprazer de folhear a dita "obra" numa qualquer livraria e não restaram quaisquer dúvidas que o mundo literário está a ruir. Parece que a jovem Ana desconhecia que os bebés também soltavam gases e a estupefacção foi tanta que teve de retratar esta descoberta por escrito. Gostaríamos que as nossas crianças fossem agraciadas com obras literárias mais estimulantes e não é o "Pum" que o pequeno Mateus deu que irá enriquecer o panorama literário infantil.

Esperemos que os próximos títulos da dita colecção sejam mais apelativos, se não cá estará esta Vossa Autora para vos dar a sua reflexão.

Reflexões de Lady Whistledown, setembro de 2014

segunda-feira, 29 de setembro de 2014